segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Saúde

Exercícios e alimentação equilibrada ajudam na prevenção de doenças crônicas

A prevenção de doenças crônicas envolve hábitos sustentáveis, como praticar atividade física, reduzir o tempo sedentário e manter uma alimentação variada. Veja como começar com segurança e adaptar essas escolhas à rotina.

A prevenção de doenças crônicas depende de um conjunto de escolhas ao longo da vida. Entre as medidas mais importantes estão praticar atividade física regularmente, reduzir o tempo sentado ou deitado, manter uma alimentação variada e evitar o consumo excessivo de sal, açúcar, gorduras e alimentos ultraprocessados.

Doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e alguns tipos de câncer, têm múltiplas causas. A herança genética, a idade, as condições de vida e o acesso a serviços de saúde influenciam o risco. Ainda assim, fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool e alimentação inadequada, também têm papel relevante. (gov.br)

Isso não significa que uma pessoa consiga evitar todas as doenças apenas mudando o estilo de vida. O objetivo é reduzir riscos, melhorar a qualidade de vida e contribuir para o controle de condições já diagnosticadas. O acompanhamento na Unidade Básica de Saúde e a realização de exames indicados continuam sendo fundamentais.

Como a atividade física ajuda na saúde

A prática regular de atividade física contribui para o controle do peso corporal, da pressão arterial e da glicemia. Também pode melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, o sono, a disposição, o equilíbrio e a saúde mental. De acordo com o Ministério da Saúde, manter-se ativo ajuda a prevenir hipertensão, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, além de reduzir riscos associados ao envelhecimento. (gov.br)

Atividade física não se resume a treinos em academias ou esportes competitivos. Caminhar, pedalar, dançar, nadar, subir escadas, cuidar do jardim, realizar tarefas domésticas e brincar com crianças também são formas de movimentar o corpo. A escolha deve considerar as preferências, a condição de saúde, a idade e a rotina de cada pessoa.

Quanto fazer por semana

Para adultos, a recomendação internacional é acumular de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade intensa. Também é possível combinar os dois níveis de esforço. Quem ainda não alcança esse volume deve começar com períodos menores e aumentar gradualmente, pois alguma atividade é melhor do que nenhuma. (who.int)

A intensidade moderada costuma permitir falar durante o exercício, embora com alguma elevação da respiração. Já a atividade intensa torna a conversa mais difícil. Pessoas com doenças crônicas, limitações físicas, histórico de lesões, sintomas cardiovasculares ou longo período de inatividade devem buscar orientação profissional para definir o tipo, a duração e a intensidade mais adequados.

Reduzir o comportamento sedentário também é importante

Uma pessoa pode cumprir parte da recomendação semanal de exercícios e ainda passar muitas horas sentada. Por isso, é útil interromper períodos prolongados de inatividade ao longo do dia. Levantar-se, caminhar pela casa, alongar o corpo, buscar água ou mudar de posição são atitudes simples que ajudam a diminuir o tempo sedentário.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira orienta que, sempre que possível, a pessoa se movimente por alguns minutos a cada hora em que permanece sentada ou deitada usando televisão, celular, computador, tablet ou videogame. A orientação pode ser adaptada à rotina de trabalho, estudo e descanso. (gov.br)

O que caracteriza uma alimentação equilibrada

Uma alimentação equilibrada é variada, adequada às necessidades individuais e baseada, principalmente, em alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas, grão-de-bico, cereais, raízes, ovos, peixes, carnes e leite podem fazer parte de uma rotina saudável, em combinações que respeitem a cultura, o orçamento e as preferências de cada família.

O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados. O documento também orienta limitar produtos processados e evitar o consumo frequente de ultraprocessados, como refrigerantes, bebidas adoçadas, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, embutidos e refeições prontas industrializadas. (gov.br)

Mais alimentos protetores no prato

Frutas, verduras, legumes, feijões e outros alimentos ricos em fibras fornecem vitaminas, minerais e compostos importantes para o funcionamento do organismo. A variedade é mais importante do que buscar um único alimento considerado milagroso. Alternar cores, texturas e grupos alimentares aumenta a diversidade de nutrientes ao longo da semana.

Organizações de saúde associam dietas com maior presença de frutas, vegetais, leguminosas e cereais integrais a menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer, especialmente quando esses alimentos substituem produtos ricos em sal, açúcar e gorduras inadequadas. (who.int)

Menos sal, açúcar e ultraprocessados

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode aumentar a ingestão de sódio, açúcares livres, gorduras saturadas e calorias. Por isso, uma mudança prática é trocar refrigerantes e bebidas adoçadas por água e reduzir a presença de produtos prontos para consumo. Também vale comparar rótulos, observar a lista de ingredientes e preferir preparações feitas em casa quando isso for possível.

A redução não precisa ocorrer de forma radical. Diminuir gradualmente o açúcar adicionado ao café, substituir parte dos embutidos por ovos ou feijões, incluir saladas nas refeições e levar frutas para os lanches são exemplos de mudanças simples. A frequência e a consistência tendem a ser mais importantes do que seguir uma dieta restritiva por poucos dias.

Como começar uma rotina mais saudável

O primeiro passo é escolher mudanças realistas. Uma pessoa que não pratica exercícios pode começar com uma caminhada curta, em ritmo confortável, algumas vezes por semana. Depois, pode aumentar o tempo ou a frequência, respeitando os próprios limites. Para quem já se movimenta, incluir atividades de fortalecimento muscular, com orientação adequada, pode complementar a rotina.

Na alimentação, uma estratégia é planejar as compras e deixar opções saudáveis acessíveis. Ter frutas lavadas, feijão preparado, verduras disponíveis e água por perto facilita as escolhas durante a semana. Cozinhar em maior quantidade e armazenar porções também pode reduzir a dependência de refeições prontas.

  • Escolha uma atividade física de que você goste e consiga manter.
  • Comece devagar e aumente a duração ou a intensidade aos poucos.
  • Interrompa longos períodos sentado com pequenos momentos de movimento.
  • Inclua alimentos de diferentes grupos e cores nas refeições.
  • Prefira água e reduza bebidas açucaradas e alcoólicas.
  • Reserve tempo para dormir, descansar e organizar a rotina.
  • Procure orientação na rede de saúde quando houver doença diagnosticada ou dúvida sobre a prática de exercícios.

Cuidados antes de aumentar o esforço

Em geral, a atividade física é segura quando realizada de forma progressiva e adequada às condições da pessoa. Entretanto, dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura, desmaio, palpitações intensas ou dor aguda durante o exercício exigem a interrupção da atividade e avaliação de um serviço de saúde.

Pessoas com diabetes precisam de atenção especial em atividades mais vigorosas, pois podem ser necessários ajustes na alimentação e nos medicamentos para evitar alterações importantes da glicemia. Quem usa remédios para pressão, tem doença cardíaca, problemas articulares ou outra condição crônica deve conversar com um profissional de saúde antes de fazer mudanças intensas na rotina. (gov.br)

Também é importante evitar a ideia de que o exercício substitui medicamentos ou acompanhamento médico. A atividade física e a alimentação adequada podem fazer parte do tratamento, mas não autorizam a suspensão ou a alteração de remédios sem orientação profissional.

Prevenção depende de continuidade

A prevenção de doenças crônicas não exige perfeição nem uma rotina baseada em restrições. O mais importante é construir hábitos possíveis, manter regularidade e ajustar as estratégias quando necessário. Pequenos períodos de movimento, refeições com mais alimentos naturais e menor consumo de ultraprocessados podem contribuir para a saúde quando incorporados ao cotidiano.

Além das escolhas individuais, condições de trabalho, renda, transporte, segurança, acesso a alimentos e disponibilidade de espaços para atividade física influenciam a capacidade de manter hábitos saudáveis. Por isso, a promoção da saúde também depende de políticas públicas e de serviços que ofereçam orientação, prevenção e cuidado continuado.

Para informações confiáveis, consulte o Guia Alimentar para a População Brasileira e o Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Em caso de sintomas, doença crônica ou necessidade de um plano individualizado, procure a equipe de saúde.