O Vale dos Dinossauros na Paraíba é uma das principais atrações paleontológicas do Nordeste brasileiro. O local reúne trilhas com pegadas fossilizadas, passarelas, mirantes e um espaço de visitação voltado à divulgação da história geológica da região.
Apesar de o nome São João do Rio do Peixe aparecer com frequência nas buscas sobre o tema, o complexo turístico mais conhecido e estruturado para receber visitantes fica no município de Sousa, no Sertão paraibano. A área está ligada à Bacia do Rio do Peixe, conjunto geológico que se estende por diferentes municípios e inclui sítios paleontológicos em São João do Rio do Peixe.
Para quem pretende conhecer a atração, o principal cuidado é não confundir o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, em Sousa, com outros pontos de pegadas espalhados pela bacia. Os locais têm diferentes níveis de estrutura, acesso e condições de visitação.
Onde fica o Vale dos Dinossauros
O Monumento Natural Vale dos Dinossauros está localizado no sítio Passagem de Pedras, na zona rural de Sousa. O município fica no alto Sertão da Paraíba e é conhecido nacionalmente pela presença de rastros fossilizados de animais que viveram na região durante o período Cretáceo.
A área de visitação em Sousa concentra uma das trilhas mais conhecidas da Bacia do Rio do Peixe. O percurso passa por estruturas construídas para proteger o registro geológico e facilitar a observação das marcas deixadas no antigo sedimento.
A Bacia do Rio do Peixe, por sua vez, é mais ampla do que o complexo turístico de Sousa. Ela reúne ocorrências paleontológicas em municípios como São João do Rio do Peixe, Aparecida, Marizópolis, Uiraúna e outras cidades do Sertão paraibano.
Qual é a relação com São João do Rio do Peixe
São João do Rio do Peixe faz parte da área geológica associada aos registros de dinossauros do Sertão da Paraíba. Pesquisadores já identificaram sítios com pegadas no município, incluindo áreas próximas ao Rio do Peixe e à Bacia de Triunfo.
Em 2024, o Instituto Federal da Paraíba divulgou a descoberta de um novo conjunto de pegadas no município. O ponto fica a cerca de 38 quilômetros de Sousa, onde está o Monumento Natural Vale dos Dinossauros. A descoberta reforça que a importância paleontológica da região não está restrita a um único parque ou trilha.
Isso não significa, porém, que todos os sítios de São João do Rio do Peixe estejam organizados como atrações turísticas abertas regularmente ao público. Alguns pontos são de interesse científico e podem exigir autorização, acompanhamento especializado ou condições específicas de acesso.
Por esse motivo, quem deseja fazer uma visita turística deve priorizar o complexo oficial de Sousa e buscar informações atualizadas antes de se deslocar para outros sítios da região.
O que o visitante encontra no complexo
O espaço de visitação conta com passarelas e mirantes que conduzem às trilhas de pegadas. A estrutura permite observar as marcas sem caminhar diretamente sobre as superfícies fossilizadas, uma medida importante para reduzir o risco de desgaste e danos ao patrimônio paleontológico.
O complexo também possui um museu ou sala de exposição com informações sobre as espécies que habitaram a região, pesquisas realizadas na área e registros dos achados paleontológicos. O conteúdo ajuda a compreender como as pegadas foram preservadas e por que elas são relevantes para o estudo da vida pré-histórica.
As marcas observadas no Vale dos Dinossauros são icnofósseis, isto é, vestígios da atividade de animais, e não necessariamente partes do corpo fossilizadas. As pegadas registram deslocamentos, tamanhos aproximados e padrões de marcha, mas a identificação do animal responsável depende de análise científica.
Por isso, os nomes usados para classificar algumas trilhas não devem ser interpretados automaticamente como a identificação exata de uma espécie de dinossauro. Em paleontologia, muitas classificações se referem ao formato da pegada ou do conjunto de rastros.
Horários de visitação
Informações divulgadas pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba, a Sudema, indicam que o Vale dos Dinossauros funciona de terça-feira a domingo, com visitas guiadas em horários determinados. A página oficial informa saídas às 9h, 10h, 11h, 15h e 16h.
Os horários podem sofrer alterações por causa de manutenção, condições climáticas, atividades técnicas ou decisões administrativas. Em comunicados anteriores, o órgão também informou períodos de funcionamento em turnos da manhã e da tarde.
Antes da viagem, é recomendável consultar a página da Sudema sobre o Vale dos Dinossauros ou os canais oficiais do órgão e da Prefeitura de Sousa. Essa verificação é especialmente importante em feriados, períodos de chuva e meses de maior movimento.
É preciso pagar ingresso?
As informações oficiais consultadas não apresentam, de forma clara e permanente, um valor de ingresso para a visitação. Por isso, o visitante não deve considerar que a entrada seja necessariamente gratuita ou paga sem confirmar diretamente com os responsáveis pelo espaço.
Também é importante verificar se há necessidade de agendamento, limite de pessoas por grupo, regras específicas para excursões escolares ou alteração no formato das visitas guiadas. Esses procedimentos podem mudar conforme a organização do complexo.
Quando não houver informação atualizada na internet, a orientação mais segura é procurar a Sudema ou a Secretaria de Turismo de Sousa antes de sair. O contato prévio evita deslocamentos sem garantia de atendimento.
Como se preparar para a visita
O Vale dos Dinossauros está em área do Sertão paraibano, onde as temperaturas podem ser elevadas, especialmente nos períodos mais quentes do ano. Roupas leves, calçados fechados, proteção contra o sol e água para consumo são itens úteis para o passeio.
O visitante deve seguir as orientações dos guias e permanecer nas passarelas ou áreas autorizadas. Não é permitido tocar, retirar fragmentos, riscar rochas ou caminhar sobre as pegadas. Além de prejudicar a conservação, qualquer alteração pode comprometer pesquisas futuras.
Também é importante evitar o uso de produtos ou objetos que possam danificar as superfícies fossilizadas. Fotografias são uma forma de registrar a experiência, mas devem ser feitas sem bloquear a passagem de outros visitantes e sem ultrapassar as áreas de proteção.
Famílias com crianças devem acompanhar os menores durante todo o percurso. Pessoas com dificuldade de locomoção devem buscar informações antecipadas sobre as condições das passarelas e dos acessos, pois a estrutura pode não atender igualmente a todos os tipos de necessidade.
Melhor época para conhecer
A visita pode ser planejada durante todo o ano, mas o conforto depende das condições climáticas e do funcionamento informado pelos responsáveis. Em períodos de chuva, o acesso a áreas abertas pode sofrer mudanças, enquanto os meses mais quentes exigem atenção redobrada à hidratação e à exposição ao sol.
O movimento tende a ser maior em férias escolares, feriados e meses tradicionalmente associados ao turismo regional. Para evitar espera, o visitante pode preferir os primeiros horários do dia e confirmar previamente a disponibilidade de visitas guiadas.
O passeio também pode ser incluído em um roteiro pelo Sertão da Paraíba, combinando a visita ao complexo de Sousa com outros pontos culturais, históricos e naturais da região. No entanto, o planejamento deve levar em conta as distâncias entre os municípios e a necessidade de transporte adequado para áreas rurais.
Cuidados ao visitar outros sítios da região
Nem toda pegada de dinossauro identificada na Bacia do Rio do Peixe funciona como ponto turístico regular. Em São João do Rio do Peixe e em outros municípios, há locais conhecidos principalmente por estudos científicos, levantamentos geológicos ou pesquisas acadêmicas.
O acesso a esses pontos pode depender das condições da estrada, da autorização de proprietários, da presença de guias ou de informações fornecidas por instituições públicas e universidades. Não é recomendado seguir coordenadas encontradas em redes sociais sem confirmar a segurança e a legalidade do acesso.
O visitante também deve evitar qualquer atividade de coleta. Fósseis, pegadas e demais vestígios geológicos fazem parte do patrimônio científico e cultural da região. A retirada ou deterioração desses materiais prejudica a conservação e a pesquisa.
Vale a pena visitar?
O Vale dos Dinossauros é uma opção de passeio para quem se interessa por paleontologia, geologia, história natural e turismo científico. A experiência combina observação de pegadas fossilizadas com informações sobre a formação da paisagem e a presença de animais pré-históricos no interior nordestino.
A visita também ajuda a compreender que o patrimônio paleontológico da Paraíba está distribuído por uma área maior, envolvendo Sousa, São João do Rio do Peixe e outros municípios da Bacia do Rio do Peixe. O complexo de Sousa é a principal porta de entrada turística, mas não representa sozinho toda a riqueza científica do território.
Para aproveitar o passeio, confirme os horários, verifique eventuais regras de ingresso ou agendamento, use roupas adequadas e respeite as áreas protegidas. Com esses cuidados, o visitante pode conhecer um dos mais importantes registros de pegadas de dinossauros do Brasil sem comprometer a preservação do local.